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COVID-19

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PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES

1 Estou com sintomas leves, como tosse, febre baixa e coriza. O que fazer?

Não vá para unidades hospitalares ou de urgência e emergência. No momento, o protocolo do Ministério da Saúde indica que essas unidades priorizem atendimentos a casos graves. Com esses sintomas você não estará classificado para realizar o teste de confirmação de coronavírus. Portanto, não fará o exame e estará em uma área de maior chance de contaminação. A orientação é buscar atendimento ou, ao menos, contato com seu médico pessoal e fazer o tratamento em casa. Em geral, a recomendação é hidratar-se bastante, ter uma alimentação saudável, repousar e ficar em isolamento domiciliar.

É muito importante que você evite contato com outras pessoas, especialmente idosos e doentes crônicos, para não propagar o vírus caso realmente esteja infectado. Como ainda não existe vacina e o tratamento é sintomático, na grande maioria dos casos, o diagnóstico através do exame específico nesse estágio de circulação do vírus não mudará o tratamento. Portanto, siga as orientações do seu médico e permaneça em casa.

Veja aqui o vídeo e entenda por que é importante ficar em casa e só procurar atendimento médico em casos graves.

2 Devo usar máscara sempre que sair de casa? E quais orientações da OMS para o uso correto?

Sim, o decreto entrou em vigor desde o dia 23/5 obrigando o uso de máscaras de proteção. A utilização impede a disseminação de gotículas expelidas pelo nariz ou pela boca, garantindo uma barreira física que pode auxiliar na diminuição de casos. Foi solicitado que máscaras caseiras sejam priorizadas pela população, deixando as profissionais (cirúrgica e N95) apenas para profissionais da saúde.

É importante reforçar que o uso da máscara caseira ajuda na prevenção da Covid-19 desde que associada a outras medidas de prevenção, como o distanciamento social, o cumprimento da etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Seguindo as orientações da OMS, você deve lavar as mãos até os punhos com água e sabão ou usar álcool em gel 70% antes de colocar a máscara. Ao colocá-la, verifique se não há espaço entre o rosto e a máscara.

Durante o uso, caso a máscara fique úmida, é necessária a substituição. Para removê-la, opte sempre pelas laterais, evitando tocar na parte da frente. Mas, antes de retirá-la, siga novamente as orientações para higienização das mãos. Para lavar a máscara, deixe-a de molho por 30 minutos em uma mistura de 10 ml de água sanitária para 500 ml de água potável. Após a secagem, utilize também o ferro quente. E, para armazenar de forma correta, opte por guardar em saco plástico.

3 Tenho uma cirurgia eletiva programada ou tenho a intenção de fazer uma em breve. Como proceder?

A recomendação é que todos os procedimentos eletivos, aqueles que não são de urgência, não sejam realizados durante este período de pandemia. Consulte seu médico para entender o seu caso, mas neste momento, os leitos cirúrgicos e hospitalares serão priorizados para os casos graves de coronavírus. Além disso, há o risco de você se infectar com o vírus em uma unidade hospitalar.

4 Por que o governo está recomendando não sair de casa?

Para evitar a propagação intensa do vírus, ou seja, o aumento muito rápido do número de casos, o que pode causar colapso nas redes de atendimento para os casos mais graves. Essas medidas foram tomadas de forma tardia na China e Itália, mas surtiram efeito. O quanto antes forem aplicadas aqui no Brasil, maiores as chances de reduzir os impactos do coronavírus. Portanto, uma das melhores formas de combater o coronavírus é evitar aglomerações e ambientes fechados. Cada um tem a responsabilidade individual para a proteção de toda sociedade.

5 Como posso me prevenir para não pegar o vírus?
  • Lave as mãos com frequência com água e sabão por cerca de 20 segundos. Caso não tenha onde fazê-lo, use álcool 70% em gel;
  • Cubra o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, de preferência usando lenço descartável. Na ausência de lenço, prefira usar a região interna do cotovelo para abafar a tosse/espirro do que as mãos;
  • Evite tocar seu rosto, especialmente olhos, nariz e boca, sem ter higienizado as mãos, pois essa é uma das formas do vírus penetrar no organismo;
  • Evite contato com pessoas que apresentem sintomas de infecções respiratórias, pois podem estar com covid-19 sem saber;
  • Evite aglomerações ou ambientes fechados, pois a chance de haver pessoas infectadas aumenta muito e a transmissão do vírus é facilitada pela proximidade;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, copos ou garrafas, pois eles podem estar contaminados com o vírus;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados, pois isso diminui o risco de transmissão.
6 Devo ir a consultas e exames que não são urgentes, mas estão agendados?

Sim, você deve continuar cuidando da sua saúde. Apesar da necessidade do isolamento e do distanciamento sociais nessa fase de tentativa de contenção do vírus, a ANS adotou nova medida para que o atendimento não fique prejudicado. Porém, em função de outros atendimentos considerados urgentes e que não podem ser interrompidos ou adiados, foi determinada a prorrogação dos prazos máximos de atendimento para a realização de consultas, exames, terapias e cirurgias que não são urgentes. Para verificar os novos prazos de atendimento, clique aqui.

Além disso, outra recomendação é para que, sempre que possível, procurem aconselhamento médico por telefone ou outras tecnologias que possibilitem, de forma não presencial, a troca de informações para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças.

VÍDEOS

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Yuval Noah Harari – O mundo antes, durante e depois do Coronavírus

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FAQ

Sobre
O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus é uma família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, esses vírus provocam infecções respiratórias que podem ser desde um resfriado comum até doenças mais severas como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O novo coronavírus causa a doença chamada COVID-19.

O que é COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo mais recente coronavírus descoberto. O vírus e a doença eram desconhecidos antes do surto iniciado em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Houve alguns relatos de sintomas gastrointestinais (náusea, vômito e diarreia) antes da ocorrência de sintomas respiratórios, mas esse é principalmente um vírus respiratório. Alguns pacientes podem também apresentar dores, congestão nasal, coriza e dor de garganta. Os sintomas geralmente são leves e começam gradualmente.

A maioria das pessoas que fica doente se recupera do COVID-19. O tempo de recuperação varia e, para pessoas que não estão gravemente doentes, pode ser semelhante ao período de duração de uma gripe comum. Pessoas que desenvolvem pneumonia podem levar mais tempo para se recuperar (dias a semanas).
Pessoas com febre (maior que 37,8ºC), tosse e dificuldade para respirar e que tiverem viajado ou tido contato com pessoas vindas de países com transmissão local devem procurar atendimento médico.

Quão grave é a COVID-19?

Algumas pessoas infectadas pelo vírus podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas discretos. A maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de uma em cada seis pessoas com COVID-19 pode desenvolver a doença em sua forma mais grave.

Pessoas idosas e/ou com comorbidades, ou seja, outras doenças associadas como por exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, diabetes e pessoas em tratamento para câncer, têm maior probabilidade de desenvolver doença respiratória grave.

Como a COVID-19 é transmitida?

O coronavírus, que provoca a COVID 19, pode ser transmitido de uma pessoa para outra. A transmissão pode ocorrer através de gotículas de saliva ou muco, expelidos pela boca ou narinas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A transmissão também pode ocorrer através de partículas virais transferidas ao apertar as mãos ou compartilhar um objeto, como por exemplo beber no mesmo copo que um portador do vírus.

Na maioria das vezes, é evidente se uma pessoa está doente, mas já houve relatos de portadores do vírus ainda sem sintomas aparentes e que já podiam transmitir a doença. Segundo a OMS deve-se manter uma distância de pelo menos 2 metros da pessoa com sintomas evidentes.

Quarentenas e restrições de viagens atualmente em vigor em muitos países também se destinam a ajudar a quebrar a cadeia de transmissão. As autoridades de saúde pública podem recomendar outras abordagens para pessoas expostas ao vírus, incluindo isolamento em casa e monitoramento de sintomas por um período de tempo (geralmente 14 dias), dependendo do nível de risco de exposição.

Novas pesquisas sobre as formas de transmissão ainda estão sendo realizadas e a OMS continuará compartilhando as descobertas atualizadas.

Pessoas sem sintomas podem transmitir o coronavírus?

Sim. Pessoas sem sintomas são responsáveis por 2/3 das infecções de coronavírus de acordo com estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia dos Estados Unidos. Muitas pessoas sentem apenas sintomas leves, especialmente nos estágios iniciais, ou até mesmo são assintomáticas. Por isso, é possível pegar COVID-19 de alguém que teve apenas uma tosse leve sem se sentir doente, por exemplo.

Produtos vindos da China podem conter o vírus?

Não. O Ministério da Saúde afirma que não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus.
Não há razão para suspeitar que os pacotes da China abrigam COVID-19. Lembre-se, este é um vírus respiratório semelhante ao da gripe. Não paramos de receber pacotes da China durante a temporada de gripe. Devemos seguir a mesma lógica para esse novo patógeno.

Entretanto, é possível que o vírus possa estar viável em superfícies frequentemente tocadas, como uma maçaneta de porta por exemplo, embora informações precoces sugiram que partículas virais provavelmente sobreviverão por apenas algumas horas, de acordo com a OMS. Assim, as medidas preventivas pessoais, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com um desinfetante à base de álcool e limpar as superfícies frequentemente tocadas com desinfetantes ou um spray de limpeza doméstico, são altamente recomendáveis.

Humanos podem ser contaminados por coronavírus por fonte animal?

Coronavírus é uma família de vírus comuns em animais. Ocasionalmente, pessoas são infectadas com esses vírus e podem transmitir para outras pessoas. O vírus SARS-CoV, por exemplo, foi associado a civetas (uma espécie de gato selvagem) e o MERS-CoV a dromedários. Possíveis fontes animais de COVID-19 ainda não foram confirmadas.

Para se proteger, evite contato direto com animais selvagens e com superfícies em contato com eles e mantenha boas práticas de segurança alimentar ao manusear carnes cruas.

A primeira vez que um animal de estimação foi detectado com coronavírus foi em 28 de fevereiro. Exames iniciais feitos em um cão em Hong Kong detectaram a presença de coronavírus. Os níveis detectados no cachorro são baixos e o animal não apresenta nenhum sintoma. Novos exames adicionais serão feitos para comprovar se o cão está realmente infectado pelo vírus ou se o resultado do exame se deve à contaminação ambiental do nariz e boca do animal.

Ainda assim, não há confirmação de transmissão do vírus entre animais – incluindo os de estimação – e humanos. Segundo especialistas, não há provas ou evidências de que os pets possam transmitir a doença. A única suspeita é que a carne de animais infectados pode contaminar humanos. Não há, porém, informações sobre a forma como os bichos se contaminam com o vírus.

Posso pegar o coronavírus comendo alimentos preparados por outras pessoas?

Estudos sobre a transmissão do COVID-19 ainda estão sendo feitos. Não está claro se isso é possível, mas, nesse caso, seria mais provável que fosse a exceção do que a regra. Dito isto, COVID-19 e outros coronavírus foram detectados nas fezes de certos pacientes, portanto, atualmente não podemos descartar a possibilidade de transmissão ocasional de manipuladores de alimentos infectados. O vírus provavelmente seria morto ao cozinhar os alimentos.

Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus? Meus filhos deveriam?

É sempre importante seguir as recomendações de saúde pública. Atualmente, máscaras faciais não são recomendadas para o público em geral. A máscara é fundamental em três casos: para profissionais de saúde, para quem está com sintomas (febre ou tosse) e para quem está em contato direto e cuidando dessas pessoas.

Se você tiver sintomas respiratórios como tosse ou espirro, os especialistas recomendam o uso de uma máscara para proteger os outros. Isso pode ajudar a conter gotículas que contenham qualquer tipo de vírus, incluindo a gripe, e proteger contatos próximos (qualquer pessoa a menos de um a um metro e meio da pessoa infectada).

A OMS recomenda o uso racional deste recurso para evitar desperdício e a falta deste insumo devido a utilização sem critérios.

Alguém que é imunocomprometido deve usar uma máscara?

Se você for imunocomprometido por causa de uma doença ou tratamento, converse com seu médico sobre a recomendação de uso de máscara. No momento, não faria sentido alguém imunocomprometido usar uma máscara quando em público para diminuir o risco de contrair COVID-19. No entanto, se o seu médico o aconselhar a usar uma máscara em áreas públicas, porque você possui um sistema imunológico particularmente vulnerável, siga esse conselho. Mas se não lhe foi recomendado utilizar máscara para proteção contra a gripe e vários outros vírus respiratórios, não faz sentido aconselhar o uso de uma máscara para proteger contra o COVID-19 no momento.

Devo evitar de viajar de avião?

Neste momento, diante da orientação de evitar aglomerações dada pelo Ministério da Saúde, sim, é recomendado que você evite viajar de avião pelo risco de se contaminar no avião e no aeroporto, além da possibilidade de fechamento de fronteiras. Muitas companhias aéreas já cancelaram ou estão cancelando seus vôos em função disso.

Obviamente, se alguém tiver febre e sintomas respiratórios, essa pessoa não deve voar, se possível, mas qualquer pessoa que tenha febre e sintomas respiratórios e voe de qualquer maneira deve usar uma máscara em um avião.

Mantenha-se a par dos conselhos de viagem das agências reguladoras e entenda que esta é uma situação que muda rapidamente.

Você poderá acompanhar os dados da doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19) no Brasil e no mundo, por meio da plataforma integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) do Ministério da Saúde.

Existe uma vacina disponível para o coronavírus?

Nenhuma vacina está disponível até este momento, embora haja vários estudos promissores em andamento em vários países. Em 2003, os cientistas tentaram desenvolver uma vacina para prevenir a SARS, mas a epidemia terminou antes que a vacina pudesse entrar em ensaios clínicos.

Diagnóstico e Tratamento
Coronavírus no Brasil

Diariamente, o Ministério da Saúde atualiza a quantidade de casos confirmados da COVID-19, no mundo e no Brasil. Os dados estão disponíveis na Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (IVIS).

Essa plataforma contém informações consolidadas e atualizadas pelos municípios, estados e pelos dados da OMS, incluindo a lista de países com transmissão local.

Quando se deve procurar o serviço de saúde?

Se você tem sintomas de gripe ou resfriado, mas apresenta bom estado geral, fique em casa por 14 dias para evitar a contaminação de outras pessoas. Faça repouso e siga as medidas de higiene para reduzir o risco aos seus familiares.

Se você tem piora do estado geral, cansaço ou dificuldade para respirar, procure uma emergência. O médico decidirá se você necessita de internação ou exame para o coronavírus.

Bebês e crianças menores de seis anos, gestantes, puérperas, maiores de 60 anos, e pessoas com doenças preexistentes devem ser avaliadas por profissional de saúde caso apresentem febre e sintomas respiratórios.

O que significa um caso suspeito de COVID-19?

O Ministério da Saúde classifica casos como suspeitos de COVID-19 em duas situações:

Situação 1 – VIAJANTE: pessoa que apresente febre E pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada OU área com transmissão local nos últimos 14 dias;

OU

Situação 2 – CONTATO PRÓXIMO: Pessoa que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia) E histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias.

O que significa um caso provável de COVID-19?

CONTATO DOMICILIAR: Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias E que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia).

Alerta-se que a febre pode não estar presente em alguns casos como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico. Nestas situações, a avaliação clínica deve ser levada em consideração e a decisão deve ser registrada na ficha de notificação.

Qual é o período de incubação do coronavírus?

Um período de incubação é o tempo entre ser infectado e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais sugerem que os sintomas do COVID-19 geralmente aparecem em cerca de cinco dias ou menos na maioria dos casos, mas o intervalo pode estar entre um e 14 dias.

Posso fazer exames preventivos?

Se não houver sintomas, não há necessidade do exame específico.

Tive contato com alguém que viajou para algum dos países com casos. O que fazer?

Se nem você nem a pessoa apresentaram sintomas, não é preciso fazer exames específicos. Caso os sintomas apareçam e sejam leves, fique em casa por 14 dias fazendo repouso, seguindo as medidas de higiene e tomando analgésicos e antitérmicos com os quais você já está habituado. Em caso de piora do estado geral, cansaço exacerbado ou dificuldade para respirar, procure uma emergência.

Como diferenciar gripe comum de COVID-19?

Os sintomas são semelhantes, o que vai definir o caso como suspeito é o fato de o paciente ter viajado para áreas de transmissão local ou ter estado em contato com alguém que o fez.

O que as pessoas devem fazer se acham que têm coronavírus ou se um filho possa estar infectado?

Se você tem um médico de referência ou pediatra, ligue primeiro para ele para obter aconselhamento adequado. Se você não tem um médico e está preocupado que você ou seu filho possam ter coronavírus, faça uma análise do seu estado de saúde.

É recomendável que somente pessoas com sintomas mais intensos de doença respiratória procurem atendimento médico no pronto-socorro neste momento. Os sintomas graves são batimento cardíaco acelerado, pressão arterial baixa, temperaturas altas ou muito baixas, confusão mental, dificuldade em respirar, desidratação grave. Já os casos leves devem ser tratados em casa com analgésicos e antitérmicos com os quais você já está habituado, além de repouso, boa hidratação, alimentação saudável e reforço nas boas práticas de higiene.

É possível ser infectado mais de uma vez por coronavírus?

Os cientistas ainda não têm essa resposta. Há notícia de um caso de reinfecção no Japão: uma mulher pegou o novo coronavírus por duas vezes. O mais provável é que, após a infecção, a maioria das pessoas criem imunidade contra o coronavírus.

O que é transmissão local, comunitária ou sustentada do coronavírus?

Dezenas de países já registraram casos de coronavírus, em cinco continentes, exceto na Antártica. Entretanto, ter casos de coronavírus não quer dizer que toda a população será infectada, ou que todos os infectados terão casos graves da doença.

Para entender a agressividade do vírus em cada nação, é preciso olhar o status de transmissão do Sars-CoV-2, o novo coronavírus que causa a Covid-19, que varia de país para país.

Transmissão local: São casos de pessoas que se infectaram com Covid-19, não estiveram em nenhum país com registro da doença, mas tiveram contato com outro paciente infectado, que trouxe o vírus de fora do país. Há casos assim no Brasil.
Transmissão sustentada ou comunitária: São casos de transmissão do vírus entre a população – um paciente infectado que não esteve nos países com registro da doença transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, este tipo de transmissão ocorre na China, Coreia do Sul e Itália.

Prevenção
Existe um tratamento disponível para o coronavírus?

Atualmente, não há tratamento antiviral específico para esse novo coronavírus. O tratamento é, portanto, sintomático, o que significa tratar os sintomas e não a causa da doença. Para casos com sintomas leves, o tratamento deve ser feito em casa com analgésicos e antitérmicos com os quais você já está habituado, além de repouso, boa hidratação, alimentação saudável e reforço das boas práticas de higiene. Já para os casos graves, com dificuldades respiratórias, febre alta e cansaço exacerbado, devem procurar uma unidade de pronto atendimento. Pessoas que ficam gravemente doentes com o COVID-19 podem precisar de um respirador para ajudá-las a respirar. A infecção bacteriana pode complicar essa infecção viral. Os pacientes podem necessitar de antibióticos nos casos de pneumonia bacteriana, além do COVID-19.

Há vacina contra o coronavírus?

Nenhuma vacina está disponível até este momento, embora haja vários estudos promissores em andamento em vários países. Em 2003, os cientistas tentaram desenvolver uma vacina para prevenir a SARS, mas a epidemia terminou antes que a vacina pudesse entrar em ensaios clínicos.

Loló e cocaína podem matar o coronavírus?

Não. Fake news recomendando o uso de drogas ilícitas e prejudiciais à saúde estão sendo enviadas via aplicativos de mensagens e redes sociais. Não existe qualquer comprovação científica sobre o uso de drogas como loló (mistura de éter e clorofórmio) ou cocaína no tratamento da doença. Pelo contrário: as drogas podem fragilizar ainda mais o sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

Chá de erva-doce pode matar o coronavírus?

Não. Fake news com suposta orientação de médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital São Domingos já foram desmentidas pelas instituições. Mensagens falsas que citavam o chá de erva-doce como cura para o vírus H1N1 em 2018 voltaram a circular após a confirmação de casos de coronavírus no Brasil. Não há nenhuma comprovação científica quanto ao seu uso como medicamento contra o H1N1 ou com o mesmo efeito do Tamiflu. Segundo o Ministério da Saúde, “até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus”.

Que produtos de limpeza matam o vírus?

Álcool em gel 70% e água com sabão são as melhores formas de higienizar as mãos e evitar contaminação.

Além desses, outros produtos de limpeza também ajudam no combate, como: água sanitária, desinfetantes em geral, limpadores multiuso com cloro, limpadores multiuso com álcool, álcool de limpeza (líquido), detergente e sabão.

Que cuidados tomar ao ficar em casa?

. Organize suas necessidades para reduzir o número de saídas previstas. Tem que ir ao mercado ou à farmácia? Se possível, faça os pedidos em casa e já abasteça a despensa — sem exageros ou pânico — para momentos mais críticos de circulação de pessoas.
. Coma em casa e cozinhe, sempre que possível. Pedir comida é uma alternativa aos restaurantes, mas até o que vem de fora traz riscos.
. Mantenha a limpeza da casa em dia. Desinfete objetos e superfícies tocados com frequência, como brinquedos e maçanetas. Um desinfetante de uso geral já é suficiente para limpar chão, paredes e lixeiras. Álcool 70% também é eficaz na higienização de objetos.
. Aumente a frequência de troca de roupas de cama e tolhas. Para lavá-las, sabão em pó e água são suficientes. Ar-condicionado: limpe os filtros com água e sabão. Enxágue, deixe secar e recoloque. Não compartilhe objetos de uso particular, como toalhas, maquiagens, copos e talheres.
. Evite o uso de áreas comuns, não use as piscinas e não leve as crianças para o playground. A princípio, espaços abertos não são problemáticos para transmissão aérea, mas em um playground, as superfícies vão estar infectadas, as crianças tocam os brinquedos e podem se contaminar.
. Chegou da rua? Retire os sapatos, bolsa e mochila e os deixe do lado da porta, evitando a circulação destes objetos pelos espaços. Vá direto ao banheiro, tome banho. As roupas usadas devem ser lavadas, sem reutilização.
. Diante de algum sintoma da doença, fique em casa e comunique seu gestor para saber como proceder.

Fonte: Jornal O Globo

Que cuidados tomar ao usar transporte público?

. Evite o transporte público. Se a distância for pequena e você puder ir a pé ou de bicicleta, melhor.
. Se o transporte público for inevitável, evite o horário de pico para usá-lo. Se ele estiver cheio e puder esperar, aguarde o próximo.
. Tente se manter distante das outras pessoas, busque os bancos vazios.
. Abra ou incentive a abertura das janelas, para que o ar circule. O mesmo vale para transportes como táxi, Uber e similares.
. Use o álcool gel a cada vez que encostar na barra do ônibus ou qualquer superfície de uso comum. Principalmente antes de levar a mão ao rosto.
. Na impossibilidade de usar o álcool gel após tocar em uma superfície pública, não leve a mão ao rosto. E nem pegue o celular.
. Encontrou um amigo no caminho? Sem beijos e abraços, ele vai entender.
. Cubra a boca e o nariz com lenço descartável quando tossir ou espirrar.

Fonte: Jornal O Globo.

Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar?

Não se sabe ao certo quanto tempo o vírus que causa o Covid-19 sobrevive em superfícies, mas ele parece se comportar como outros coronavírus. Uma série de estudos aponta que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre o vírus Covid-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar conforme diferentes condições (por exemplo, tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente).

Se você acha que uma superfície pode estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou lave-as com água e sabão. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Devo comprar cloroquina para me automedicar?

Não. Os estudos ainda não são conclusivos sobre o efeito positivo da substância na cura do novo coronavírus e o medicamento é usado por pacientes com doenças autoimunes. Por causa do aumento da demanda em farmácias, pacientes que fazem uso contínuo da hidroxicloroquina podem ficar sem o remédio. Se você comprou o medicamento devolva à farmácia. A automedicação pode trazer efeitos colaterais perigosos sem prescrição médica.

Como parar de tocar seu próprio rosto e prevenir o coronavírus?

Se você sente a necessidade de se coçar, esfregar o nariz ou ajustar os seus óculos, faça-o com um lenço de papel e não com os dedos.

Que cuidados ter na hora de fazer compras?

. Considere que sua mão está sempre suja. Nunca a leve à boca, nariz, olhos ou cabelo.
. Evite ficar a menos de um metro de qualquer pessoa.
. Pague suas compras com cartão. Não aceite notas e moedas até depois da pandemia.
. É importante ter uma “roupa de rua”. Não use em casa a mesma roupa que usar na rua. Ao chegar em casa, coloque-a para lavar.
. Sempre ao chegar em casa tire os sapatos, troque de roupa e lave as mãos e os braços até o cotovelo.
. Passe álcool 70% em embalagens de alimentos que serão armazenados
. Passe álcool 70% uma vez por dia em torneiras, maçanetas das portas, chaves de casa e do carro, celular e tablet, notebook, teclado e mouse.
. Higienize também os produtos não comestíveis. Limpe-os com álcool 70% ou deixe-os ao sol por pelo menos duas horas.
. Higiene os alimentos ao chegar em casa. Mergulhe as verduras e frutas em uma solução com água sanitária diluída (siga as instruções do rótulo) e depois enxague bastante com água corrente.

Que cuidados devo ter ao usar meu carro?

. Não faça desinfecção do carro por fora. Considere sempre que o veículo possa estar contaminado. Use um papel toalha para abrir a porta.
. Guarde álcool em gel, álcool líquido 70 e um rolo de papel toalha no seu carro.
. Molhe uma folha de papel toalha com álcool líquido 70 e passe no volante, no freio de mão, na alavanca das marchas, na maçaneta interna da porta, no cinto e no gatilho do cinto, nos controles dos vidros e do rádio.

Que cuidados profissionais de saúde devem tomar no trato com pacientes em domicílio?

. Deixe seus pertences do dia a dia de trabalho no trabalho.
. Deixe roupas, sapatos e demais objetos pessoais em local reservado para limpeza e lavagem.
. A lavagem de roupa deve ser com água e sabão, sem nenhuma necessidade de produtos adicionais. Não há necessidade de lavar separadamente. O vírus será inativado com água e sabão.
. Lave sempre as mãos com água e sabão ou álcool em gel.
. Tome banho com água e sabão. Não há necessidade de produtos adicionais.
. Reforce a etiqueta respiratória para todos os membros da família.
. Isole os membros da família com sintomas respiratórios (com uso de máscara cirúrgica e permanência em quarto individual e, se possível, sem circulação em áreas comuns.
. Reforce a limpeza do ambiente, especialmente nas superfícies mais tocadas, com álcool 70% ou água e sabão.
. Se você, profissional de saúde, apresentar sintomas, inicie o seu isolamento e comunique ao seu contratante.

Como diferenciar resfriado, gripe e Covid-19?

O novo coronavírus (Covid-19) tem sintomas semelhantes a outras síndromes como resfriado e gripe. Por causa dessa condição, muitas vezes pacientes podem se confundir em relação à sua condição, o que pode gerar problemas, minimizando um cuidado necessário à prevenção contra a pandemia que assola o mundo e o Brasil.

Para esclarecer as diferenças, o Ministério da Saúde elaborou materiais de divulgação explicando cada uma das síndromes e como os sintomas se manifestam. No caso da febre, por exemplo, a ocorrência dela é comum em casos de Covid-19 e de gripe, mas rara em resfriados.

Os espirros são comuns em resfriados, mas raros tanto em gripes quanto em Covid-19. O nariz entupido aparece frequentemente em resfriados, às vezes em gripes e, raramente, em casos do novo coronavírus. A dor de cabeça é rara em resfriados, comum em gripes e pode surgir em infecções pelo novo coronavírus.

Quando uma pessoa estiver com sintomas correspondentes à Covid-19, é importante seguir as orientações do Ministério da Saúde e procurar um posto de saúde para obter orientação médica quanto às medidas.

Fonte: Ministério da Saúde

Que cuidados devo tomar com minhas lentes de contato?

É preciso redobrar o cuidado com elas: lavar as mãos com água e sabão antes de encostar nas lentes, lavá-las apenas com o removedor de proteínas, manter e trocar o líquido pelo menos uma vez por dia na caixinha de armazenamento, não usar a lente por mais de 12 horas seguidas e usar lubrificante sem conservantes ou colírio nos olhos sempre que possível.